Poesia Falada: a arte de deflagrar tráfegos no cotidiano escolar

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Seria a poesia capaz de nos fazer dançar sem tirar os pés do chão? Seria ela capaz de marear nosso corpo no embalo de palavras expressivas, repletas de vida, veracidade e sentido? Capaz de nos fazer boiar em direção a nossas verdades, inquietações, desejos e quereres? Capaz de guiar nossos passos de maneira intuitiva, genuína e legítima, provocando outras possibilidades e descobertas de novos modos de ser, agir e sentir?

A disposição a fazer novas tramas no cotidiano da escola coloca professoras, estudantes, psicóloga e quem mais chegar a criar um território de experimentação com a poesia disposta a ser falada e atuada como suporte de expressão aos mais doídos e aos mais suaves afetos. Além da poesia, que, como bem lembra Camilla, pode ser curativa, os encontros com o movimento institucionalista, o esquizodrama e as incursões micropolíticas equipam um novo corpo pesquisadora-psicóloga-educadora a agir sobre a realidade, afirmando a arte como uma política.

Longe de definir parâmetros, prescrições e procedimentos para a atuação do profissional de psicologia na escola, o que a levaria de volta à posição do especialista, Camilla aposta na criação de dispositivos e de direções éticas libertárias que possam operar pequenas transformações, sustentar travessias.