FENOMENOLOGIA DA DEPRESSÃO: ASPECTOS CONSTITUTIVOS DA VIVÊNCIA DEPRESSIVA Lançamento

Autor(es) Fabio Caprio Leite de Castro. ISBN 9786587079240
R$ 48.90

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Este é o primeiro título da coleção Fenomenologia e Cultura, que a NAU Editora publica em parceria com a Editora da PUC-Rio e a Documenta (Portugal). Nele encontramos, em linguagem clara e acessível, uma profunda reflexão sobre o fenômeno da depressão – não exatamente como um sintoma que requer tratamento, mas como um índice de nossa cultura contemporânea. A partir de um amplo estudo bibliográfico que apresenta o estado da questão, o autor Fabio Caprio Leite de Castro organiza um relato das perspectivas teóricas sobre o tema, e arrisca interpretações capazes de nos fornecer um diagnóstico, não da doença da depressão stricto sensu, mas, efetivamente, dos indivíduos na civilização atual. Resgatando o tema das apreensões médicas e cientificistas correntes, exerce a força mais estrutural do pensamento filosófico, articulando conhecimentos das áreas da psicologia, da fenomenologia e da neurociência. Nesse sentido. Trata-se de um livro que poderá tanto ser de interesse por parte do público leigo quanto se tornar uma ferramenta de leitura indispensável aos pesquisadores mais especializados.

A coleção Fenomenologia e Cultura responde a duas lacunas no âmbito da publicação de obras em língua portuguesa da área do pensamento fenomenológico: ensaios inéditos sobre os desafios societais e culturais do nosso tempo a partir de abordagens fenomenológicas originais por autoras e autores luso-brasileiros; e a criação de um espaço de publicação simultânea de ensaios em ambos os países, com distribuição comercial. Suprir estas duas lacunas representa um contributo significativo para a demonstração prática da atualidade e relevância intelectual da fenomenologia além dos limites confinados do público de especialistas e para a estabilização de uma ponte perene de partilha de resultados de investigação e obras entre as duas geografias.

Em suma, uma comunidade fenomenológica com duas geografias, em vez de duas comunidades fenomenológicas com a mesma língua; alargar-se uma comunidade de leitores de fenomenologia no universo intelectual luso-brasileiro;  trazer um estímulo a que reconhecidos fenomenólogos brasileiros e portugueses tragam a público ensaios capazes de, sem perda de rigor, chegar a audiências mais vastas; finalmente, convocar a fenomenologia, seu patrimônio de pensamento, variedade de abordagens metodológicas e sua cultura, para o enfrentamento dos problemas e desafios do tempo que vivemos.

Edição
Páginas 240
Ano de publicação 2021
Acabamento Brochura
Peso 0.300kg Dimensões 21 × 14 × 1.3 cm

Apresentação 9

Introdução 13

parte 1
Análise preparatória para uma abordagem
fenomenológico-existencial da depressão
A epidemia da depressão no contexto do século XXI 17
O parentesco entre a melancolia e a depressão 19
O modelo normativo de psicodiagnóstico da depressão 27
A abordagem da neurociência 33
A abordagem das ciências sociais 45
Sobre a necessidade da abordagem ­fenomenológico-existencial 55
O mundo da vida e suas vicissitudes: angústia, tédio, ­náusea, fatiga, insônia e melancolia 61

parte 2
Contribuições pioneiras da psicopatologia
fenomenológica e da psiquiatria fenomenológica
O estado depressivo na psicopatologia fenomenológico-hermenêutica 83
A vivência do tempo na depressão segundo a psiquiatria antropológica 93
A dissolução do sincronismo vivido na perspectiva da
análise estrutural 103
O sofrimento atroz da perda melancólica segundo a análise existencial 115
A endogeneidade, o tipo melancólico e a patogênese da
melancolia 129
A depressividade como modo de ser global na ­fenomenologia da depressão 143

parte 3
Aspectos constitutivos da
vivência depressiva
Interlúdio metodológico 159
O significado etimológico da depressão e a angústia
depressiva 167
As tonalidades afetivas e a afetividade depressiva 175
A perda de ressonância do corpo deprimido 191
A dessincronização do tempo vivido na depressão 201
A depressão como inibição da abertura ao outro 213

Epílogo | Inibição da abertura ao outro, individualismo e aceleração social 223

Referências 227

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